domingo, 9 de maio de 2010

Acho que era pra eu ter nascido aqui!

Mais uma vez, não conseguimos acordar cedo (desta vez, por causa da notícia da convocação para o curso de formação, que provavelmente terei que fazer em Belém do Pará assim que voltar da viagem).
Saímos do hotel por volta das 11 horas e pegamos o metrô para La Defense. É o centro empresarial da cidade, com prédios altos e modernos, bem diferente do resto da cidade (que em sua maioria não passa de 4 pavimentos). No centro está a Grand Arche, um arco moderno que está alinhado com o Arco do Triunfo pela Avenue de La Grand Armee. Lá tem alguns centros comerciais, e em um deles encontramos uma loja de material esportivo bem legal, chamada Decatlhon, na qual ainda pretendemos voltar para comprar algumas coisas (tem várias na cidade).





De La Defense pegamos novamente o metrô e descemos próximos da Ile de la Cité, onde ficam a Saint Chapelle e a Catedral de Notre Dame. A região estava lotada de turistas. A catedral de Notre Dame é lindíssima e, diferente das igrejas com potencial turístico no Brasil não cobra o ingresso para ver o interior.




Para o outro lado do Rio Sena fica a Universidade de Sobornne (universidade só para cabeção).

Faculdade de Direito

Caminhamos pelas redondezas e encontramos um lugar bem agradável para um almoço light (de verdade!).


Ainda próximo à Sobornne, fomos ao jardim de Luxemburgo, onde fica o prédio do senado. Simplesmente lindo!


 Depois caminhamos até o Hotel De Ville, onde fica a prefeitura de Paris, local da famosa foto do beijo.


De lá fomos até o Louvre, só para ver o exterior, pois achamos que esse merece um dia inteiro lá dentro. E não teríamos este tempo.





Decidimos, então, nos separar para cada um cuidar se seus interesses. O Charles foi até uma loja de capacetes e eu fui até o Magazin Laffayete. Caramba.... que paraíso! Pena que não é para o meu bico! Muita roupa de griffe, mas tudo caro. Eu não lembrei que tem aqui tem um esquema para recuperar o valor dos impostos, além de um desconto de 10% para estrangeiros. Considerando isso, até que dava para ter me empolgado um pouco. Mas acabei saindo sem nada de lá. E é impressionante a quantidade de brasileiros que se via por lá (se estavam comprando ou não eu não prestei atenção). Mesmo pra quem não pretende comprar, vale a pena ir lá só para ver a beleza dou interior do prédio.


Ainda arrumamos energia para ir até Montmartre, onde fica Sacre-coeur. Já estava anoitecendo, mas ainda conseguimos fazer algumas fotos da cidade (não se pode fotografar dentro da igreja).


Voltamos para o hotel, e fomos jantar. Ainda tiramos algumas fotos do arco do triunfo.

Paris!

Acordamos cedo, fomos para a Estação Central, novamente de bonde (2,6 euros cada)
Trem para Paris. 3 horas Até a Antuérpia ele vai pingando, e arrecadando mais gente. Depois ele segue em alta velocidade (300km/h).


Chegamos em Paris pela Gare du Nord. Lá, pegamos 2 linhas de metrô para chegar ao Hotel, que fica perto do Arco do Triunfo (Hotel Mac Mahon). Além da ótima localização, pois no Arco do Triunfo há uma estação de metrô com intersecção entre várias linhas, é um bom hotel (tem internet wireless e ainda fica perto da Av. Champs Elysees). Mas, mais uma vez, a bagagem atrapalha um pouco nas trocas de nível pois, na maioria das vezes não têm escada rolante. Sorte minha ter escolhido um marido grande e, ainda por cima, cavalheiro! Por isso também ainda não me empolguei muito com as compras.
Só passamos no hotel para deixar a bagagem, e saímos para ver os pontos tur ísticos próximos do Hotel. Logo que saímos demos de cara com o Arco do Triunfo. Grande e imponente, fica no meio de uma rotatória. Deste ponto partem várias ruas, em forma de estrela (L´etoille = estrela), entre elas a Champs Elysees.
Depois, descemos em direção ao Campo de Marte e Torre Eiffel. De longe já se avista a torre. Nós chegamos pela Place du Trocadero, de onde se tem uma vista incrível! Lá venta muito, o que aumenta ainda mais a sensação de frio. Não é a toa que muito maluco se jogou de lá na tentativa de voar! Aproveitamos e comemos um saboroso sanduíche de baguete lá mesmo, antes de descer para a Torre, pois ainda não tínhamos almoçado.



Como previsto, havia uma fila imensa para subir na torre. Uma menor, para subir de escada até o primeiro e segundo níveis e depois pegar o elevador para o último nível, e outra, bem maior, que dava acesso de elevador para os três níveis. Nós, que não nos michamos, subimos de escada, obviamente! Eu até tentei contar os degraus, mas me perdi nas contas. Sei que até o primeiro nível foram 333 degraus. Acho que foram outros tantos para segundo nível. Já ficamos satisfeitos com a vista e decidimos não subir até o último. Voltamos para descer, mais uma vez, pelas escadas. O acesso pelas escadas custou 4,50. euros cada.

Saindo do Campo de Marte, fomos até Les Invalides, uma construção do século XVII erguida para abrigar veteranos de guerra. Lá está o túmulo de Napoleão, mas nós não entramos.

Continuando a caminhada, passamos pelo Grand e Petit Palais, a caminho da Champs Elysées. Eu fiquei por lá, passeando um pouco mais e entrando em uma ou outra loja. Comprei umas coisinhas só para não voltar para hotel de mãos vazias, onde o Charles já estava (resolvendo suas encomendas pela internet).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Conhecendo Amsterdam

Dormimos demais: acordamos as 11h (problemas com o fuso horário). Saímos direto para a rua para tomar o café da manhã, já que não estava incluso da diária do hotel. O Charles estava com desejo de comer Burger King, e tínhamos visto na noite anterior que havia um perto do hotel. Pelo horário, já serviu de almoço.



Iniciamos o passeio do dia indo até a casa de Rembrandt. Lá há um museu, com pinturas e um espaço mobiliado como na época em que ele viveu lá. Vimos as fotos na entrada do Museu e achamos que não valia à pena entrar (o ingresso custava 9 euros) pois tínhamos pouco tempo e havia outros lugares que nos interessavam mais conhecer.


De lá caminhamos até a casa de Anne Frank (o ingresso custa 8,50 euros). Essa sim, vale à pena visitar. Lá é possível conhecer o anexo da casa onde ela e sua família ficaram escondidos durante a guerra, até serem denunciados ao exército Alemão.
Depois fomos ao Museu Van Gogh (ingresso: 14 euros). Para quem gosta de arte, vale muito à pena. Chegamos lá 1 hora antes de fechar. A propósito: todos os museus fecham cedo. Alguns as 17h, outros, as 18h. O museu nem é tão grande e o tempo foi apertado para ver tudo. Diante disso, chegamos à conclusão de que, em Paris, não iremos ao Louvre desta vez, pois achamos que ele merece mais tempo do que temos disponível.
Fizemos tudo a pé. Caminhamos um bocado (minhas pernas e pés doíam ao final do dia), mas achamos que é a melhor maneira de conhecer a cidade, pois tudo é muito bonito.




No final do dia a cidade parou para uma comemoração à data da retirada das tropas alemãs na segunda guerra. Todo o comércio fechou mais cedo. Nós encontramos um lugar para jantar e, depois, voltamos ao hotel.
Olhamos a previsão do tempo para Paris e vimos que o melhor dia para irmos à Torre Eiffel seria o dia seguinte, pois é o único dos dias que estaremos lá que tem previsão de sol. Entramos no site da Torre para tentar comprar ingresso antecipado e evitar filas, mas não havia mais ingressos disponíveis. Vamos ter que tentar a sorte amanhã.
Agora é dormir cedo pois amanhã de manhã pegamos o trem para Paris!
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Obs.: Eu não poderia voltar da holanda sem um par de tamancos... Sorte que agora eles têm uns mais úteis, tipo pantufa. Não resisti!!!


Obs.2: Para quem quiser iniciar o próprio cultivo, está à venda no mercado de flores este kit especial:

Escala em Londres e, enfim: Amsterdam!

Chegamos em Londres às 10:30(hora local), depois de um vôo de aproximadamente 6 horas, para fazer escala para Amsterdam. Eu até consegui dormir no avião (acho que o Dramin que eu tomei ajudou), mas o Charles não.
Fiquei impressionada com o tamanho do Free Shop de Heatrow. Pena que não deu tempo de ver nada. Mas certamente merecerá um olhar mais detalhado na volta para os EUA. Também me chamou atenção o controle super rígido do aeroporto – mais do que o que enfrentamos no JFK.
Ficamos sabendo que prenderam o responsável pela bomba em Times Square. Já estávamos preocupados em virar suspeitos, em função da nossa “fuga” dos EUA pós atentado!!!
O vôo para Amsterdam foi rápido, durou pouco mais de uma hora. Chegamos muito cansados, e fomos direto para o Hotel.
Do aeroporto para a estação central pegamos um trem (4,80 euros cada). E da estação central pegamos o transporte público da cidade, que é uma espécie de bonde (2,30 euros cada). Dá um pouco de trabalho com as malas, mas é viável.
Chovia na hora que chegamos, e estava muito frio! Estranhamos a mudança de temperatura depois do calor de NY! Por aqui estamos pegando temperaturas entre 5 e 15 graus.
Chegando no hotel, caímos na cama e resolvemos dar uma cochilada para tentar recuperar as energias. Dormimos pouco mais de uma hora e saímos para jantar e ver um pouco da cidade. O restaurante foi indicação do pessoal do hotel, com comida italiana. O preço foi razoável, a comida também e o atendimento foi bom.


Recuperados, caminhamos em direção ao Distrito da Luz Vermelha. Não achei nada perigoso, como havia lido em um guia turístico. Havia muita gente nas ruas, grupos de turistas de todas as idades, matando a curiosidade. As garotas de programa ficam nas vitrines, buscando a atenção de quem passa. O nível não chega a ser pesado, é até engraçado. Um pouco diferente do que eu imaginava. Depois, direto para o Hotel. Banho e cama, que o dia amanhã será puxado.

Central Park e American Museum of Natural History

Mais um dia de café com delis, conversa sobre o ocorrido no dia anterior e brincadeira com o Pedro e a Alice (filhos do Daniel e da Andréia). O Pedro faz aniversário no dia 03 e nós compramos para ele um conjunto de panelas e comidas de brinquedo. Parece que ele gostou. É a promessa de um futuro grande Chef de cozinha.
Saindo de casa, passamos na grande loja da Sony na Madison Avenue Um paraíso de brinquedos para gente grande! Gostamos de uma máquina fotográfica que faz fotos panorâmicas e tem um bom zoom ótico (Sony DSC-HX5). Estamos em busca de uma câmera nova, pois a pequena que tínhamos estragou na viagem para o Ushuaia. Não compramos lá, mas o modelo está escolhido.
Nosso destino era o Central Park. O dia estava lindo e o parque estava cheio. Melhor ainda que é primavera e as flores dão um colorido especial. Fez muito calor em NY neste dia. Acho que a temperatura beirou os 30 graus.



O plano seguinte era voltar na Macys, para ver os setores que não tinhamos olhado no primeiro dia. Mas já que estávamos perto do Museu de História Natural (que fica na altura da 79th St) e ainda não conhecíamos, optamos por ir ao Museu, mesmo sabendo que seria um pouco corrido.
De fato, o Museu é muito grande e toma bastante tempo para olhar tudo com calma. Mas acho que também pode ser um pouco cansativo olhar todo o museu detalhadamente. O melhor mesmo é escolher o que mais interessa e focar.
Havia muitos pais com crianças visitando o museu, e acho que são elas que mais curtem a visita pois lá se vê animais do mundo inteiro bem de pertinho. A baleia que fica pendurada no teto da parte de animais marinhos e os esqueletos de dinossauros são o que mais impressionaram.





Saindo de lá, passamos em uma loja de eletrônicos onde o meu “personal negociator” conseguiu um bom negócio na câmera digital que queríamos. No caminho de volta ao apartamento já fizemos um teste da panorâmica. Foi aprovada.



Hora de arrumar as malas para o próximo destino. Para voltar ao aeroporto pegamos um ônibus que parte da Grand Central, pois havia estações de metrô fechadas no dia e também porque já era noite. Custou U$ 15 por pessoa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O dia em que Times Square parou...

O dia iniciou com a busca do nosso café da manhã. Em todo canto há uma Coffee Shop ou Deli. Pelo que deu para perceber, muita gente sai de casa para tomar seu café da manhã nesses lugares. Compramos bagels (vou sentir falta disso aí no Brasil!), brownies, cookies e café. Tudo maravilhoso.
Depois iniciamos nosso roteiro visitando o Museu da Polícia de NY (NYPD). Pegamos o metrô até Wall St., onde estava acontecendo uma feira de rua.


O museu não é muito grande. Mas para quem é do ramo é interessante. Há também uma parte dedicada aos policiais que atuaram no 11-Set, e a lojinha de souvenirs é bem legal.



Como estávamos perto do Pier 17 decidimos fazer um lanche por lá. O lugar é bem agradável, e estava bem movimentado. Há várias lojas e restaurantes, e de lá partem barcos para passeios pelo East River.


De lá, caminhamos até a Police Plaza, quartel general da NYPD. O Charles queria ver se encontrava algum equipamento para comprar, mas não nos deram acesso.
A esta hora, como já passava do meio da tarde, pegamos um metrô até Times Square para comprarmos os ingressos para a Broadway. Conseguimos 40% de desconto no Fantasma da Ópera (ficou em U$ 79 com as taxas para cada um). O show começaria as 20h e ainda tínhamos coisas para fazer. Combinamos de nos separar e voltar a nos encontrarmos na escadaria da TKTS as 19h (o que ainda nos daria tempo de jantar antes do show).
A 5min da hora combinada eu saí da loja de brinquedos Toys R Us (que fica a 1 quadra do local que combinamos de nos encontrar). Mas havia uma movimentação intensa nas ruas, policiais e sirenes por todos os lados. Pior é que trancaram a rua que eu precisava atravessar. Eu não conseguiria chegar na escadaria. Tive que “dar um migué” nos policiais para chegar onde eu precisava. Ninguém sabia o que estava acontecendo, e nenhum policial daria nenhuma explicação.
No dia seguinte é que fomos ficar sabendo que havia uma bomba em um carro abandonado no local. A detonação teria iniciado mas falhou. Eu cheguei a sentir o cheiro, falei para o Charles que achava que era um prédio pegando fogo...


Pior é que era o horário de maior movimento na Times Square, pois várias pessoas chegavam ou já estavam esperando o horário dos shows.
Enfim, escapamos da bomba e assistimos um espetáculo maravilhoso. O show valeu cada centavo.

Difícil escolher por onde começar...

Chegamos em NY no horário previsto. O vôo foi cansativo. Não haviam poltronas sobrando e tivemos que vir sentadinhos nos devidos lugares. A última coisa que se pode dizer sobre os assentos da classe econômica é que eles são confortáveis. Foi possível cochilar um pouco várias vezes, mas nada mais do que isso.
Para ir a Manhatan, decidimos usar a mesma estratégia da outra vez em que estivemos aqui: pegar o Airtrain até Jamaica Station e, depois, o metrô até a Grand Central. Não é complicado, mas é um pouco trabalhoso por causa da troca de linha de metrô e das trocas de níveis entre as linhas. Por isso, não é aconselhável quando se tem muita bagagem. Sai por U$ 12.50 por pessoa.
Desta vez estamos hospedados na casa de amigos. E muito bem hospedados, diga-se de passagem. O apartamento fica a 2 quadras da Grand Central Station, com vista para o Crysler Building, para a Tudor City e para o prédio da ONU – um luxo! Isso sem contar a hospitalidade dos anfitriões.


Vistas do apartamento do Daniel e da Andréia

Bem, depois de deixar a bagagem fomos de tratar buscar os passes de trem que usaremos entre Amsterdam e Paris e que havíamos pedido para entregar no hotel onde iríamos ficar. No caminho, um pouco nostálgicos, paramos no local onde comprávamos o café da manhã quando viemos para a lua-de-mel (fica na 32 St). Compramos um café e dois bagels com ovo, presunto e bacon (nada mais americano!!!).

Nosso café da manhã

Depois, caminhamos em direção ao Empire State Building e redondezas. E aproveitando “já que...” estávamos por perto, a primeira parada foi na Macy's. Não ficamos muito tempo, mas já deu para encher os olhos e esvaziar um pouco o bolso. A dica é pedir pelo desconto de 10% para estrangeiros. Basta levar um documento de identidade. Mas não vale para todos os setores da loja (perfurmaria e eletrônicos, por exemplo, estão de fora...). Por ali ainda tem uma loja da American Eagle - marca que tem jeans e camisetas bem legais, que nos renderam mais umas sacolas. Depois descobrimos que eles tem uma loja na Times Square é bem maior.
Cogitamos a ideia de subir no Top of the Rock, mas como ficaremos pouco tempo por aqui e temos tantos outros endereços a visitar, desistimos de investir tempo nisso. Vai ficar para uma próxima (sempre deixamos um motivo para voltar!)
Fomos, então, em busca de uma loja que vende equipamentos para motociclistas que o Charles tinha pesquisado . Infelizmente, ele não encontrou o que queria. A loja fica na borda oeste de Manhatan, e próximo a ela fica o porta-aviões Intrepid. Pensamos em visitar, mas o horário de visita já havia encerrado (funciona das 10 as 17h, mesmo na primavera e verão.
Na volta (sempre a pé), passamos pela 46 St., e vimos que há vários restaurantes na região entre a 9 Av e 8Av. . Naquele horário já havia muita gente chegando. Pareceu interessante.
Chegando em Times Square fomos nos informar sobre a venda de ingressos para os shows da Broadway. Lá é possível comprar ingressos com 40% a 50% de desconto para o mesmo dia. Decidimos que voltaríamos no dia seguinte para comprar e assistir o Fantasma da Ópera.

Escadaria da TKTS em Times Square

Times Square

De lá voltamos para o apartamento. Buscamos comida japonesa e curtimos a companhia de nossos amigos.